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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Pra que tanta correria, ninguém veio pra ficar


Pergunto pra que correr
Se morrer é o comum
Se o caixão só leva um
Temos que nos resolver
Quero ter o que comer
Se vestir e se calçar
Sem nada deixar faltar
Ter um pouco todo dia
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

Todo homem tem que ter
Saúde e alimento
Um pouco de investimento
Para quando adoecer
Precisa de algum lazer
Para o corpo descansar
Só pensando em enricar
Não descansa noite e dia
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

Ganância pelo poder
A fortuna exibida
Se o que ganhou na vida
Vai deixar quando morrer
A cova não vai caber
Nem o caixão vai suportar
Lá no Céu não é lugar
Para tanta heresia
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

Nossa vida se encerra
Disso pode ter certeza
É pensando na riqueza
Que uns loucos fazem guerra
Eles brigam pela terra
Para depois se enterrar
A riqueza vai ficar
E o corpo em terra fria
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

Pra que tanta ambição
Se essa vida é passageira
Tudo finda na poeira
Na mortalha e no caixão
Não vai ter prorrogação
Quando a vida terminar
Só uma vela pra queimar
E partir de mão vazia
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

Ganância desenfreada
Deixa o mundo sem sossego
Uns com mais de um emprego
Uns morrendo sem ter nada
Nossa vida é emprestada
O dono vem já buscar
Da vida que ele levar
Não terá segunda-via
Pra que tanta correria
Ninguém veio pra ficar

 * Adaptado para o cordel da canção PRA QUE TANTA GANÂNCIA E CORRERIA 
SE NINGUÉM VEIO AQUI PRA FICAR do Poeta Davi Calisto Neto.

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LITERATURA DE CORDEL